Questão ambiental: o que deixaremos para nossos filhos?

O assunto do momento é o aquecimento global e os desdobramentos deste. Furacões, tempestades, secas e inundações são diariamente veiculados pela mídia, nos dando as dimensões preocupantes desta situação. Mas o que podemos dizer sobre o assunto?
O mundo é há pouco tempo industrializado e baseado na tecnologia. Antigamente tudo era baseado no natural: se alguém ficava doente, era tratado com chás, se precisava se deslocar de um ponto ao outro fazia-se por meio de carroças e assim por diante. Se haviam pestes, milhares de pessoas morriam, e devido às ferramentas rudimentares, o extrativismo não era tão acentuado, configurando-se assim um controle “obrigatório” do ecossistema. O avanço da tecnologia em diversas áreas e a busca pelo acúmulo de riqueza fez com que esse equilíbrio da natureza entrasse em colapso, tendo muito mais pessoas vivas, todas com suas demandas, exigindo mais produção para atendê-las. O controle do ecossistema então passou da natureza para o homem. Porém isso foi por pouco tempo, apesar de poder se considerar muito bom a Humanidade viver mais e melhor. Hoje o ecossistema e o Homem são controlados pelo mercado financeiro. Planta-se segundo o mercado, desmata-se segundo as necessidades de aumento de pastagens ou para a produção dos derivados da Celulose e da forma como as coisas estão hoje não consegue-se um desenvolvimento sustentável, estando o ecossistema fora do controle. Pessoas demais, poluição demais, falta de políticas públicas eficientes de controle de natalidade, emprego, saúde, saneamento básico são apenas uma parte do problema. A parte mais séria do problema, porém a mais importante, está oculta no cenário atual. Energias mais limpas e renováveis talvez já pudessem fazer parte do nosso dia-a-dia para diminuir a poluição e os resultados dela. No entanto, há mais de cento e cinquenta anos o petróleo é o principal tipo de energia que utilizamos e quase monopoliza este mercado. Novas tecnologias talvez não são fáceis de serem alcançadas, mas os “barões” do petróleo, para não perderem seu poder, suprimem qualquer tipo de tecnologias novas, mais eficientes e menos poluentes no ramo de combustíveis – que são os que mais poluem. Entretanto não são somente os combustíveis fósseis os principais poluentes e responsáveis pelo desequilíbrio do ecossistema. Já mencionado, o desmatamento também tem grande parcela de culpa nisso. E por quê? O fator climático do mundo é resultado do equilíbrio entre o Gás Carbônico (CO2),o oxigênio (O2), as pessoas e as árvores basicamente falando . Os seres humanos respiram Oxigênio e liberam Gás Carbônico – as árvores respiram Gás Carbônico e liberam Oxigênio que será utilizado por nós. E a temperatura do planeta é regulada pela quantidade de CO2 na atmosfera. Pessoas, automóveis e empresas produzem o Gás Carbônico, que já é um excesso, e ainda na hora de ele ser transformado em Oxigênio existem poucas árvores que façam isso por causa do já referido desmatamento. O Gás Carbônico retém calor impedindo que ele se dissipe no espaço, aumentando a temperatura da superfície terrestre, que resulta no famoso efeito-estufa. Resolver isso não é fácil porque há muito dinheiro envolvido nisso e porque as mesmas mãos que ganham com a poluição não vão ser as mesmas que vão arcar com os prejuízos desta. Quem sempre paga a conta é povo que não tem outras tecnologias para usar e não as pode desenvolver, dependendo da boa vontade de quem quer apenas conseguir lucro, custe o que custar. Não obstante, a população também tem sua parcela de culpa no agravamento dos efeitos do aquecimento global. As pessoas gastam ou desperdiçam água potável demais, jogam lixo nos rios, não separam o lixo reciclável, compram de empresas que destroem o meio ambiente, compram produtos mais baratos por serem ilegais, não plantam árvores e tantas outras formas de favorecer a destruição de ecossistema. Muitos se desmotivam de serem ecologicamente corretos porque pensam que só eles farão a sua parte e este pensamento destrutivo às vezes quando atinge sete bilhões de pessoas no mundo causa os problemas ambientais que vemos nos dias de hoje. Se pela consciência não podemos incutir uma consciência ecológica nas pessoas, talvez poderia se estudar a possibilidade de multar ou responsabilizar penalmente quem destrói ou depreda a natureza ou medidas similares com este fim, não apenas para as grandes empresas, mas também o poluidor na sua rua ou cidade.  Se os outros não tem consciência, façamos nós pelo menos nossa a parte, nossos filhos e netos irão agradecer.

Até uma próxima oportunidade.

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